Você já parou para pensar na
sutil, porém gigante, diferença entre educar e ensinar? Quando buscamos, ou
buscaremos, uma escola para nossos filhos pensamos em qualidade na educação,
isto é fato, porém procuramos qualidade na educação pensando em qualidade de
ensino, a maioria quase absoluta das pessoas, principalmente os pais não sabe a
diferença entre educar e ensinar, procuram um desejando o outro. Em poucas
palavras resumiremos ara buscar elucidar tal diferença a partir da distinção
apresentada por Moran, ensinar é o simples ato de transmitir algum conhecimento
a alguém, educar é fazer parte da vida de alguém, participar ativamente da
construção do conhecimento, vai além do técnico, mergulha no vivencial, no
relacional.
A a partir desta sutil e profunda
diferença nos questionamos, qualidade de ensino/educação se dá a partir de uma
escola com altíssima tecnologia? A resposta que primeiro nos parece ser plausível
é que sim, pois se utilizando da tecnologia podemos nos aproximar mais de nossos
alunos, de sua linguagem, as aulas se tornam mais atrativas à estes,
despertando-lhes o interesse pelos estudos, levando-os à um aprendizado maior e
mais significativo e, consequentemente, à um resultado mais satisfatório,
principalmente quando o assunto for notas e avaliações. Porém toda a fórmula
mágica contém em si perigos e efeitos contrários. Nunca antes na história da
humanidade se teve um acesso tão abrangente das massas à tecnologia e a
informação, isso certamente é um avanço, porém, ao mesmo tempo, nunca se teve
tanta dificuldade para saber lidar com as tecnologias e filtrar as informações.
Isso ocorre dentro das escolas, enquanto queremos um ambiente de aprendizado
todo informatizado, com lousas interativas digitais, notebooks, internet de
alta velocidade, softwares avançadíssimos, muito dinamismo e interatividade,
esquecemos de trabalhar o material humano que temos e somos, buscamos mudanças
extremas nas estruturas das instituições escolares, tanto publica quanto
privadas, mas encaramos diariamente um retrocesso humano sem precedentes, onde
o convívio está abalado, onde a educação está doente, temos um ensino cada vez
mais de qualidade, mas uma educação cada vez mais problemática.
A mudança que buscamos passa
pelas estruturas, passa pela abertura de cada um, seja ele gestor, professor ou
aluno, passa pela família e sua relação com o processo educacional, passa pelo
afeto vivenciado, passa pelo saber que nada sabe do velho Sócrates, passa pela
abertura ao novo e pela humildade diante dos próprios limites. Passa, enfim,
por professores que inovam, por alunos que se empenham, por gestores que se
abrem, por relações que se criam, por tecnologias que se aplicam de modo
eficiente e por uma comunicação clara, passa pela construção cooperativa, em
síntese, passa por pessoas que não se acomodam e na era da tecnologia se
utilizam delas para aprimorar sua prática.
Este texto foi escrito de modo a
buscar refletir a partir do texto de José Manuel Moran, “ensino e aprendizagem
inovadores com tecnologias audiovisuais e telemáticas” publicado no livro Novas
tecnologias e mediações pedagógicas. Se te agradou e quer saber mais sobre como
repensar as relações e sua prática, acessa o texto, dá uma lida e questiona,
assim como nós o fizemos.
Por Altemir Schwarz e Magda Frare
Altemir e Magda, achamos de extrema valia o post que vocês nos colocaram a disposição! Acreditamos juntamente com vocês que uma educação de qualidade vêm de professores que possibilitem acessos diferenciados a nossos alunos(as).Professores que se utilizam de tecnologia, assim como vocês escrevem nesse post com certeza, conseguem se aproximar mais da vida desses educandos, interligando conteúdos diários com ferramentas que os mesmos usam frequentemente e são desejáveis por eles. Professores, devem portanto, se habilitar e se capacitar para que isso aconteça! Nós como futuras profissionais da educação acreditamos que a tecnologia e a sala de aula, tem uma interligação que dá certo, basta nos abrimos para que isso ocorra!
ResponderExcluirAtenciosamente,
Aline e Siliane.
Realmente a diferença entre ensinar e educar, destacada no texto, elucida o importante papel que a escola (o ambiente escolar) desempenha na vida do aluno e de sua família, comunidade. Também, de se destacar que o texto nos faz refletir, a partir desta definição de ensinar e educar, que a qualidade do ensino perpassa não apenas por belíssimas e robustas estruturas físicas das escolas, mas pela qualidade, reconhecimento, qualificação e valorização de professores e funcionários, que são os reais responsáveis pela educação emancipadora. Ótimo texto, com linguagem acessível!
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